Em poucas buscas no G. Blog Search, é possível encontrar um bom número de pessoas que já foram plagiadas na blogosfera.
O Alexandre Fujita, do Techbits, tem textos muito bons sobre o assunto, um deles com printscreens do plágio ocorrido: http://www.techbits.com.br/2007/03/16/se-vai-copiar-faca-direito/
No post do Fujita, há citação de um caso semelhante ocorrido com o Cardoso, do Contraditorium. Só que o Cardoso utilizou-se de formas discutíveis para resolver o assunto: http://www.carloscardoso.com/2006/04/27/ladrao-de-banda-eu-passo-fogo/
O blog plagiador entendeu o recado, mas não aprendeu a produzir conteúdo:
Me desculpe a fonte, mas tenho que colocar essa matéria do Gustavo Viana na íntegra.
Por outro lado, há um pessoal que mesmo quando tem a mesma idéia de alguém, provavelmente sem querer, dá créditos quando o primeiro a registrar a idéia reclama.
Como expliquei em um dos post anteriores, ter a mesma idéia não significa plagiar. O Bender deu créditos ao Rodrigo Stulzer por plagiá-lo sem querer.
Acho um exemplo válido para demostrar que nem só de má-fé vive a blogosfera.
Muita gente tem suas idéias copiadas por aí e acusam quem cometeu o ato de plágio. Só que as leis de direito autoral, no Brasil e no mundo, protegem o que foi escrito, o que foi expresso de alguma forma.
Diz a Lei n° 9.610, de 19.02.98, em seu artigo 7° que:
“São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro”
Portanto, o “eu tive essa idéia primeiro” não se aplica a questão do plágio. Plagiar é copiar palavra por palavra ou a essência do texto, do quadro, da música. Ou qualquer um poderia dizer que pensou primeiro, apenas não registrou em papel, blog, argila, tela ou partitura o seu pensamento…
O Creative Commons é, na minha opinião, uma ferramenta essencial para a conscientização. Observa-se o tipo de licença escolhida pelo autor e devemos segui-la. Caso o autor permita cópia, distribuição, exibição e execução mediante credito de autoria, ótimo.
Caso o autor exija também que não haja fins lucrativos, banners com adsense não podem ser usados na página onde há a reprodução da obra, por exemplo.
Existem diversos tipos de concessão de licença do cretiave commons.
Listo-as, linkando para as adaptações brasileiras:
*2.5
*Uso não comercial
*Não comercial e vedada a criação de obras derivadas
*Uso não comercial compartilhamento pela mesma licença
*Vedada a criação de obras derivadas
*Compartilhamento pela mesma licença
Para licenciar algo com Creative Commons basta saber inglês e responder a duas perguntas no site: http://creativecommons.org/license/.
Como não desejo nem copiar idéias tampouco plagiar, sugiro as seguintes leituras sobre o assunto:
Creative Commons BR (tem um FAQ muitíssimo explicativo):
http://www.creativecommons.org.br
Licenças em português, adaptadas ao Brasil:
http://creativecommons.org/international/br/
Artigo em português da Wikipédia sobre CC:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Creative_Commons
Plagiadores costumam deixar evidências perceptíveis por mecanismos de busca. Posts que contenham imagens hospedadas em site próprio, se utilizadas na rede, rendem link para o blog/site tanto no Technorati quanto no Google Blog Search. O ideal é fazer acompanhamento dos links para o blog ou site e visitá-los para verificar se são plágio puro ou apenas uma citação.
Além dessas ferramentas gratuitas e simples, existem o Attributor e o Backlink Watch.
Antes de acusar alguém de plágio, é bom documentá-lo, já que, como dito no post abaixo, as datas em blogs são alteráveis.
Simples: esse post foi escrito em 14 de novembro de 2007.
Basta observar a data em que o publiquei para esta informação ser mentirosa?
Não! O que vocês acham dessa imagem?
As datas podem ser editadas no wordpress - e em qualquer código html.
Portanto, o “eu-publiquei-primeiro” é difícil de ser comprovado.
Essa ferramenta não serve apenas para enganar incautos: tem uma utilidade prática muito grande, pois permite que posts sejam agendados previamente. Escrevo hoje quatro posts e os distribuo durante a semana, para ter um post por dia, etc.
O ideal para “provar” a data de publicação é indexar o blog em algum lugar “confiável”, como no technorati, que, utilizando RSS, diz quando os posts tornaram-se públicos.
A ferramenta mais indicada para sites (por ter uma atualização menor) é o internet archive.
Mais sobre indexação de blogs e ferramentas para descoberta de plágio no post acima.
